História dos três porquinhos virada para a gestão estratégica das organizações
terça-feira, 21 de maio de 2013
Gestão estratégica das organizações - Inovação, comportamento, desempenho e ...
Enfrentar preconceitos para entrevista de emprego - Fatores de descriminação nos processos de recrutamento
Sem dúvida um dos mais sérios preconceitos de sempre e um dos maiores desafios dos dias de hoje. Apesar de cada vez mais reprovada na teoria, a discriminação racial no mercado de trabalho ainda é uma realidade, sendo criminalmente punida nos termos da lei portuguesa. Se sentir algum desconforto por parte do entrevistador, não perca a cordialidade e o profissionalismo, tentando que a entrevista siga com total normalidade. Se for vitima de discriminação direta, com algum comentário abusivo ou uma observação incorreta, opte por reportar a situação às instituições responsáveis, sem entrar em confronto direto com o seu interlocutor.
# Nacionalidade.
O crescente volume de migração e a facilidade em transpor as fronteiras com objetivos profissionais, fez crescer o fenómeno da discriminação com base da nacionalidade. Alguns empregadores ainda temem a multiplicidade de culturas dentro da empresa, ao invés de aproveitarem esta mais valia para a melhoria do desempenho global da organização. Faça por mostrar as reais vantagens associadas a um ambiente multicultural, a nível da troca de conhecimentos, partilha de métodos e visões.
Vestuário. Já são poucas as organizações presas ao modo de vestir “cinzento” que caracterizava os ambientes empresariais de outros tempos. Na realidade, hoje em dia, os códigos de vestuário são muito menos formais e, dentro dos limites do bom senso, são raros os casos de discriminação com base na forma de vestir. No entanto, e para evitar eventuais dissabores, nada como informar-se previamente quanto ao dress code da empresa e apostar na sobriedade. Criatividade e originalidade podem ser caraterísticas muito valorizadas a nível profissional mas, num primeiro contacto, é melhor apostar noutro tipo de características.
# Religião.
Não é por acaso que este tema deve ser evitado ao máximo na esfera profissional. Na verdade, esta é uma questão pessoal, que diz respeito apenas ao individuo e deve ficar de fora de qualquer abordagem durante uma entrevista de trabalho. Se for confrontado com alguma questão relacionada com este tema, escuse-se a responder ou tente responder diplomaticamente, vincando o carácter estritamente pessoal desta opção.
Modo de falar. Seja um sotaque mais marcado ou um pequeno defeito na fala, a sua expressão oral tem sempre um grande impacto durante a entrevista. Seja frontal e assuma diretamente a sua característica ou dificuldade, provando que é algo que não prejudica a sua autoconfiança e com que consegue lidar com toda a naturalidade. Se necessário, pergunte ao entrevistador se para ele represente algum problema obtendo o retorno imediato quanto a essa particularidade.
# Idade.
Infelizmente este continua a ser um dos fatores por onde os candidatos são mais discriminados e, numa situação de concorrência para determinado cargo, é possível que um candidato mais velho seja ultrapassado por um mais novo, mesmo que o seu perfil se encaixasse melhor no pretendido. Se acha que a sua data de nascimento pode ser um problema, aborde o assunto durante a entrevista, demonstrando de que forma a sua experiência e características pessoais se podem sobrepor ao fator idade.
Fonte: http://emprego.sapo.pt/universitarios/guia-carreira/artigo/38/enfrentar-preconceitos.htm
"No artigo A Theory of Human Motivation, publicado em 1943, Abraham Maslow construiu um paradigma segundo o qual as necessidades do ser humano podem ser organizadas em uma pirâmide hierárquica. Dividida em cinco níveis, ela vai desde as necessidades fisiológicas mais básicas (comida, água, ar, sono) até a necessidade de auto-realização, que nunca é completamente satisfeita. Por esse modelo, quando uma necessidade já foi satisfeita, a pessoa começa a procurar pela próxima.
Em 1960, Douglas McGregor levou esse esquema para o campo da gerência corporativa. O livro The Human Side of Enterprise propõe que há duas abordagens para a motivação dos funcionários, que ele chamou de Teoria X e Teoria Y. A Teoria X se baseia na ideia de que o trabalho é algo não prazeroso, que pode apenas satisfazer as necessidades mais básicas. A socialização, a auto-estima e a realização pessoal devem ser procuradas fora do ambiente de trabalho. Pela Teoria Y, o trabalho pode sim satisfazer essas outras necessidades. O profissional não procura apenas recompensa material, e sim realização pessoal na atividade que executa. É a Teoria Y que guia as práticas gerenciais modernas.
A descentralização e a delegação de tarefas aumenta a auto-estima dos subordinados, já que mostra que o chefe acredita na capacidade e na competência deles. Aumentar o escopo de trabalho dos membros da equipe tira a monotonia do trabalho e apresenta novos desafios, o que é bastante motivador. Gerir de maneira participativa, chamando os subordinados a participar das tomadas de decisão também faz com que eles se sintam importantes e, portanto, mais motivados.
Mas acima de tudo o líder deve conhecer individualmente os membros de sua equipe. Só sabendo quais são os objetivos de cada um o gestor poderá saber como motivá-los. Portanto, o paradigma do chefe que fica em um pedestal dando ordens é totalmente fora de contexto no mundo corporativo atual.
Muitas empresas têm investido dinheiro contratando palestrantes motivacionais e até promovendo vivências em que o auto-conhecimento e o trabalho em equipe são explorados de maneira profunda. Esses recursos são muito válidos, mas é preciso lembrar que a motivação acontece no dia a dia. Não adianta a o funcionário assistir a uma ótima palestra se o chefe não dá oportunidades para que ele se realize no trabalho."
Autor(a): http://www.rotaexecutiva.com.br/pagepersonnel
terça-feira, 7 de maio de 2013
Team Building – Ambiente de trabalho
O segredo para a motivação de equipas.
Grupo, sinergia, cooperação, objetivos comuns, solidariedade, flexibilidade, pessoas, são tudo termos recorrentes quando falamos de trabalho em equipa. Mas existe uma expressão que tem vindo a assumir um relevo cada vez maior neste tipo de contexto: o “Team Building”. Mas afinal do que se trata.
Reunimos alguma informação para perceber porque motivo cada vez mais empresas procuram este processo para motivar as suas equipas.
O Team Building é um processo de motivação que tem como objetivo criar num grupo de pessoas o “espírito de equipa”, gerando um sentimento de pertença ao grupo e melhorando a forma como as pessoas interagem e trabalham em conjunto.
Como um grupo é definido essencialmente pelo objetivo comum que o une, a finalidade primordial do Team Building é de clarificar este objetivo e desenvolver um sentimento de responsabilização e compromisso em relação ao mesmo.
A principal diferença deste processo de motivação face a uma dinâmica de grupo tradicional, é o facto de se passar em área externa e envolver, por norma, tarefas físicas com alguma dose de desafio.
Já existem muitas empresas a investirem em eventos de Team Building, e também muitas outras especializadas neste tipo de serviços. No entanto, o Team Building deverá ser encarado como um processo e não apenas como um evento isolado.
Diversas atividades podem ser levadas a cabo em eventos de Team Building. Pretende-se, essencialmente, que sejam situações fora do contexto normal de trabalho, geralmente desenvolvidas ao ar livre e que garantam alguma dose de desafio e divertimento aos participantes: gincanas, jogos de estratégia, orientação, paintball, entre muitas outras.
Apesar de organizadas em ambiente externo, as atividades desenvolvidas têm sempre, ainda que indiretamente, alguma associação comparativa aos problemas do dia-a-dia da empresa. Questões como a interdependência, cooperação, comunicação, e confiança mútua, por exemplo, ajudam a criar/reforçar o espírito de equipa. O Team Building depende não só das dimensões do grupo, mas também da fase de desenvolvimento em que o mesmo se encontra. Quando uma equipa acabou de ser formada, o processo de Team Building poderá ser importante para que todos os elementos se conheçam melhor e cada pessoa encontre o seu espaço na equipa.
Em equipas que estão a passar por fases conturbadas, este processo pode permitir trabalhar questões relacionadas com a gestão de conflitos, problemas comunicação, relações interpessoais... Na maioria das vezes, estes processos têm resultados imediatos no equilíbrio e sintonia no grupo de trabalho.
Se houve uma reorganização na empresa da qual resultaram novos grupos de trabalho, as atividades de Team Building irão ajudar em questões como a definição de papéis e de normas.
Numa fase em que o nível de maturidade da equipa já é elevado, as questões que passam a ter maior relevância para este processo estão sobretudo relacionadas com a performance. O foco está claramente na otimização dos recursos existentes, com vista a obter os melhores resultados.
retirado de:
Grupo, sinergia, cooperação, objetivos comuns, solidariedade, flexibilidade, pessoas, são tudo termos recorrentes quando falamos de trabalho em equipa. Mas existe uma expressão que tem vindo a assumir um relevo cada vez maior neste tipo de contexto: o “Team Building”. Mas afinal do que se trata.
Reunimos alguma informação para perceber porque motivo cada vez mais empresas procuram este processo para motivar as suas equipas.
O Team Building é um processo de motivação que tem como objetivo criar num grupo de pessoas o “espírito de equipa”, gerando um sentimento de pertença ao grupo e melhorando a forma como as pessoas interagem e trabalham em conjunto.
Como um grupo é definido essencialmente pelo objetivo comum que o une, a finalidade primordial do Team Building é de clarificar este objetivo e desenvolver um sentimento de responsabilização e compromisso em relação ao mesmo.
A principal diferença deste processo de motivação face a uma dinâmica de grupo tradicional, é o facto de se passar em área externa e envolver, por norma, tarefas físicas com alguma dose de desafio.
Já existem muitas empresas a investirem em eventos de Team Building, e também muitas outras especializadas neste tipo de serviços. No entanto, o Team Building deverá ser encarado como um processo e não apenas como um evento isolado.
Diversas atividades podem ser levadas a cabo em eventos de Team Building. Pretende-se, essencialmente, que sejam situações fora do contexto normal de trabalho, geralmente desenvolvidas ao ar livre e que garantam alguma dose de desafio e divertimento aos participantes: gincanas, jogos de estratégia, orientação, paintball, entre muitas outras.
Apesar de organizadas em ambiente externo, as atividades desenvolvidas têm sempre, ainda que indiretamente, alguma associação comparativa aos problemas do dia-a-dia da empresa. Questões como a interdependência, cooperação, comunicação, e confiança mútua, por exemplo, ajudam a criar/reforçar o espírito de equipa. O Team Building depende não só das dimensões do grupo, mas também da fase de desenvolvimento em que o mesmo se encontra. Quando uma equipa acabou de ser formada, o processo de Team Building poderá ser importante para que todos os elementos se conheçam melhor e cada pessoa encontre o seu espaço na equipa.
Em equipas que estão a passar por fases conturbadas, este processo pode permitir trabalhar questões relacionadas com a gestão de conflitos, problemas comunicação, relações interpessoais... Na maioria das vezes, estes processos têm resultados imediatos no equilíbrio e sintonia no grupo de trabalho.
Se houve uma reorganização na empresa da qual resultaram novos grupos de trabalho, as atividades de Team Building irão ajudar em questões como a definição de papéis e de normas.
Numa fase em que o nível de maturidade da equipa já é elevado, as questões que passam a ter maior relevância para este processo estão sobretudo relacionadas com a performance. O foco está claramente na otimização dos recursos existentes, com vista a obter os melhores resultados.
retirado de:
Sistema de Recompensas
O processo de
recompensar pessoas ocupa lugar de destaque dentro da Gestão de Pessoas,
constitui o maior desafio dessa área. A importância desse processo nas
organizações remete à ideia que a área de Recursos Humanos também deve ser
tratada estrategicamente, reportando aos sistemas de recompensas a necessidade
de alinhar-se com os objetivos da empresa.
Um adequado sistema de recompensa é
aquele que se faz justo e objetivo na perceção dos seus destinatários, uma vez
que a recompensa é o elemento fundamental na condução das pessoas em termos de
retribuição e reconhecimento do seu desempenho na organização. Contudo, para o
sucesso desse sistema é necessário também fomentar ações e comportamentos que
estejam em conformidade com os objetivos da empresa.
Uma vez implantado, os sistemas não
se constituem um modelo fixo, devem ser acompanhados atenciosamente na sua
articulação com os outros elementos organizacionais, garantindo assim o
cumprimento dos objetivos estabelecidos.
Os sistemas de recompensas compõem
da combinação entre:
·
Recompensa base
(salário)
·
Incentivos
salariais (ligados ao desempenho individual ou em grupo)
·
Benefícios
A importância do acolhimento de novos colaboradores nas organizações”
O acolhimento é o processo através do qual
os novos colaboradores são recebidos e integrados nas organizações, de forma a
se tornarem “produtivos” no mais curto espaço de tempo.
Este processo procura enviar mensagens claras e proporcionar informação a respeito da cultura da organização, do cargo a ser ocupado e das expectativas em relação ao trabalho e tem como objetivos:
1- Reduzir a ansiedade das pessoas
A ansiedade é geralmente provocada pelo receio de falhar no trabalho. Trata-se de um sentimento normal decorrente da incerteza sobre a capacidade de realizar o trabalho. Quando os novos funcionários recebem a tutoria de funcionários experientes através de orientação e apoio, a ansiedade reduz.
Este processo procura enviar mensagens claras e proporcionar informação a respeito da cultura da organização, do cargo a ser ocupado e das expectativas em relação ao trabalho e tem como objetivos:
1- Reduzir a ansiedade das pessoas
A ansiedade é geralmente provocada pelo receio de falhar no trabalho. Trata-se de um sentimento normal decorrente da incerteza sobre a capacidade de realizar o trabalho. Quando os novos funcionários recebem a tutoria de funcionários experientes através de orientação e apoio, a ansiedade reduz.
2- Reduzir a rotatividade
A rotatividade é mais elevada durante o período inicial do trabalho, pelo facto de os novos funcionários se sentirem ineficientes, indesejados ou desnecessários. A orientação eficaz reduz essa reação.
3- Economizar tempo
Quando os novos funcionários não recebem orientação, eles gastam mais tempo para conhecer a organização, o seu trabalho e os colegas. Perdem eficiência. Quando colegas e supervisor os ajudam de maneira integrada e coesa, eles se integram melhor e mais rapidamente.
4- Para desenvolver expectativas realísticas.
Através do programa de orientação os novos funcionários ficam sabendo o que deles se espera e quais os valores esperados pela organização. Este processo deverá ter sempre em atenção dois níveis: o da organização e o do posto de trabalho.
No primeiro nível o principal objetivo é a passagem de informação referente à missão, história, cultura e estratégia da organização, informações sobre os direitos e deveres dos trabalhadores e da organização, é também realizar uma visita geral às instalações da organização e conhecer outros colaboradores da organização.
No segundo nível, deverão ser transmitidas informações sobre a especificidade do posto de trabalho e funcionalidade do mesmo, para além da apresentação aos colegas e responsáveis hierárquicos, também deve ser realizada uma visita minuciosa ao local de trabalho.
As organizações devem também ter atualizado o manual do acolhimento que consiste num documento onde está compilado um conjunto de informações sobre a organização, no sentido de o novo colaborador passar a conhecer melhor a organização para a qual vai trabalhar. E é nesta primeira fase que deve ser fornecido ao novo funcionário o Manual de Acolhimento. Este Manual de Acolhimento tem a tarefa de reunir toda a informação básica necessária a fornecer ao novo membro da organização.
Depois vem o processo de integração que consiste em acolher o novo trabalhador, proporcionando-lhe uma inserção que lhe possibilite efetuar o seu desenvolvimento e a sua a assimilação dos valores éticos, profissionais e à missão da organização sem grandes dificuldades.
Um novo colaborador forma rapidamente uma opinião acerca da organização. O programa de integração é essencial para permitir um começo positivo dos novos funcionários assim, a informação e o feedback que uma pessoa recebe nas primeiras duas semanas de trabalho são vitais.
Este processo é por si só mais longo que o do acolhimento e serve para que o novo colaborador tome conhecimento sobre a função, técnicas envolvidas e sobre as pessoas com que se vai relacionar no trabalho.
O processo seguinte é o da integração, este período de integração pode prolongar-se por uma semana, um mês, vários meses ou até um ano (ou o tempo que a organização possa disponibilizar).
Independentemente da duração o importante é que a organização prepare o novo colaborador para as dificuldades que terá que enfrentar. Em algumas organizações a integração é facilitada pela presença de um responsável (“Padrinho”ou “Tutor”).
O “Tutor” é um facilitador do processo de inserção do novo funcionário na organização, através de um apoio personalizado, sistematizado através de contactos periódicos previamente acordados entre ambas as partes. É uma espécie de “anjo da guarda” temporário, dentro da organização.
O “Tutor” terminará no momento em que o novo colaborador se sinta capaz de realizar uma reflexão crítica sobre o trabalho, contribuindo com iniciativa.
Os erros mais comuns que as organizações cometem no acolhimento e integração de novos colaboradores:
- Tratam o acolhimento como uma tarefa burocrática;
- Enviam o recém-admitido de imediato para o seu superior hierárquico;
- Muitos acham que já é um grande privilégio ter dado emprego ao indivíduo;
- Alguns trabalhadores, descontentes com a organização, faltam com a ética e criticam a organização para o novo colaborador;
- Enviam o indivíduo diretamente para posto de trabalho;
- Não se preocupam em levar o novo colaborador a ter uma visão global da organização e das suas atividades.
A interação entre empregado e organização é um processo de reciprocidade. A organização realiza certas coisas para si e para o trabalhador - remunera-o, dá-lhe segurança e status. De modo recíproco, o empregado responde trabalhando e desempenhando as suas tarefas. A organização espera que o empregado obedeça à sua autoridade e, por sua vez, o empregado espera que a organização se comporte
corretamente consigo e atuo com justiça.
À organização consiste a planificação, organização, desenvolvimento, coordenação e controlo de técnicas capazes de promover o desempenho eficiente do pessoal que colabora na organização para alcançar os objetivos pré-estabelecidos da organização. Isto significa conquistar e manter pessoas na organização que trabalhem e dão o máximo de si mesmo, com uma atitude positiva e favorável.
Por último, no século XXI o futuro gerador de riqueza será, indiscutivelmente, o ser humano, através da sua mais elevada e complexa capacidade: a criação intelectual. Por sua vez, a necessidade humana mais procurada será a necessidade de auto realização. Neste sentido, cabe-nos muito por fazer nas organizações neste milénio, evidenciando em cada indivíduo a sua auto motivação e ajudando a estabelecer objetivos pessoais, algo conseguido através de uma estimulação criativa e, sobretudo, da persuasão, potenciando-se paralelamente as suas capacidades.
À organização consiste a planificação, organização, desenvolvimento, coordenação e controlo de técnicas capazes de promover o desempenho eficiente do pessoal que colabora na organização para alcançar os objetivos pré-estabelecidos da organização. Isto significa conquistar e manter pessoas na organização que trabalhem e dão o máximo de si mesmo, com uma atitude positiva e favorável.
Por último, no século XXI o futuro gerador de riqueza será, indiscutivelmente, o ser humano, através da sua mais elevada e complexa capacidade: a criação intelectual. Por sua vez, a necessidade humana mais procurada será a necessidade de auto realização. Neste sentido, cabe-nos muito por fazer nas organizações neste milénio, evidenciando em cada indivíduo a sua auto motivação e ajudando a estabelecer objetivos pessoais, algo conseguido através de uma estimulação criativa e, sobretudo, da persuasão, potenciando-se paralelamente as suas capacidades.
Gestão dos Recursos Humanos na microempresa
Na
fase inicial da atividade, o pequeno empresário muitas vezes prefere trabalhar
sozinho ou, eventualmente, com o apoio de uma ou duas pessoas, em geral da
própria família. As reticências relativamente à contratação de pessoal
normalmente são fruto da preocupação de evitar compromissos, em especial os
custos fixos que essas contratações implicam. Por vezes, quando a situação o
exige, procuram colmatar as necessidades de apoio através do recurso a
trabalhadores temporários ou em part-time. As
pessoas são, evidentemente, o principal recurso de qualquer organização. E,
particularmente nas pequenas empresas, contratar as pessoas certas – e
formá-las convenientemente – pode significar a diferença entre a mera
sobrevivência económica e o franco desenvolvimento.
Acresce
notar que, ao contrário do que se pode supor, a gestão de pessoal não é apanágio
apenas das grandes organizações. A sua necessidade faz-se sentir em todo o tipo
de organizações, qualquer que seja a sua dimensão, e ocorre logo que o
responsável decide contratar o seu primeiro colaborador. Sobretudo na fase
inicial da atividade, é frequente o novo empresário ter pouca ou nenhuma
experiência em matéria de pessoal. Nesse caso, o recrutamento, a seleção e a
contratação, por exemplo, desenrolam-se com base num misto de julgamento e intuição
pessoal. Nesta fase, a não ser que o empresário tenha tido a sorte de já ter
trabalhado sob a chefia de algum bom supervisor, em geral é também ainda fraco
o contacto do empresário com as boas práticas de supervisão.
Já
quanto às questões mais especializadas, como conceção da estrutura
organizacional, definição de funções, legislação do trabalho, obrigações
contratuais, processamento de ordenados e outras, o normal são as situações de
total desconhecimento por parte dos pequenos empresários. Daí que as soluções
correntemente adotadas passem, neste caso e inevitavelmente, pela contratação
de serviços junto de gabinetes (de direito e contabilidade) especializados
nestas matérias. Tirando estes apports
profissionais, nas pequenas organizações terá de ser o próprio empresário, por
si só ou coadjuvado por algum dos seus colaboradores, a encarregar-se destas
questões.
A
produtividade do trabalho depende da qualificação do pessoal e da sua organização.
Planeie as suas necessidades de recursos humanos.
Sendo
a direção e o funcionamento da empresa, a partir de determinada dimensão ou
grau de complexidade, tarefas para além da capacidade de uma só pessoa, para
realizá-las há que compartilhá-las com outras pessoas.
Nessas
circunstâncias, escolher o pessoal adequado para o desempenho das diversas atividades
da empresa e dotá-lo de formação necessária para uma correta execução das suas
funções são ações determinantes do bom êxito de qualquer empreendimento.
Porém, antes de
mais, e genericamente, há que:
•
Definir claramente a estrutura organizacional, as funções e os níveis de poder
e competência.
•
Traçar objetivos e programar correta e realisticamente a sua realização.
•
Identificar com rigor as necessidades de pessoal.
O
planeamento dos recursos humanos é o processo de determinar as atuais e futuras
necessidades de recursos humanos e definir as ações necessárias para satisfazer
tais necessidades de modo a que os diferentes tipos de recursos humanos
necessários estejam disponíveis no momento apropriado.
Optar
por pessoal qualificado, ainda que mais caro, pode ser mais rentável
Tudo
parte, porém, das tarefas a realizar nas áreas administrativa e produtiva.
Neste último caso, muito em particular, também das tecnologias adotadas.
Note-se que, em qualquer empresa, o pessoal distribuir-se-á por três grandes
grupos:
•
Pessoal executivo.
•
Pessoal de enquadramento.
• Pessoal
de direção e gestão.
Este
último é aquele que constitui a «equipa de decisão». Esta equipa deverá estar
formada desde os primeiros passos do projeto, pois compete-lhe tomar as
decisões fundamentais para o futuro da empresa e acompanhar de perto todas as
fases da sua criação. A qualidade e competência dos seus vários membros são
fundamentais para o êxito futuro. O mesmo é dizer que o seu recrutamento deve
ser especialmente cuidadoso e deve haver uma atenção especial na sua formação,
quer no plano técnico quer no da gestão e direção.
O
pessoal de enquadramento (quadros intermédios) deve ser recrutado de forma a já
estar ao serviço pelo menos nos últimos meses que precedem o arranque. É importante
que os quadros técnicos assistam à montagem dos equipamentos produtivos e que
os quadros administrativos participem na instalação dos diversos serviços
(compras, contabilidade, serviços comerciais, serviços de pessoal, etc.). Esta
é, aliás, a fase mais proveitosa de formação profissional: a chamada formação
«no local de trabalho». Este pessoal será indiscutivelmente o esteio do bom
funcionamento da empresa e, por isso, terá também de ser recrutado de maneira a
poder preencher as respetivas funções com a indispensável competência. Quanto ao
pessoal executivo, o seu nível de preparação será obviamente função da
complexidade do processo tecnológico e da própria dimensão da empresa (isto, em
particular, no plano administrativo). No caso do sector produtivo aconselha-se,
para o preenchimento dos postos de menor qualificação, a estar atento aos mais
aptos dos trabalhadores eventuais que os empreiteiros (de construção, de
montagem) têm habitualmente nas suas equipas, pois eles terão a vantagem de já
conhecerem a instalação e, porventura, serão dispensados ao terminar a obra.
A
formação profissional é uma maneira de evitar dores de cabeça desnecessárias.
Para
o desempenho de qualquer função são precisos conhecimentos Estes conhecimentos
podem ser gerais ou relacionados diretamente com o desempenho da função. E
podem ser adquiridos por várias vias. Os conhecimentos gerais são adquiridos
sobretudo através da formação escolar. Por sua vez, os conhecimentos diretamente
relacionados com o desempenho da função, denominados «conhecimentos técnicos»,
são adquiridos através de formação escolar, de formação profissional ou pela
experiência. Finalmente, há uma gama de conhecimentos relacionados não apenas
com a capacidade de desempenho da função, mas com a capacidade de desempenho da
função com a maior eficiência possível. Estes conhecimentos são adquiridos,
sobretudo, através da experiência. Referimo-nos aqui, sobretudo, à formação
profissional.
Pensa-se
frequentemente que toda a formação leva muito tempo, é complicada e, pior que
isso, dispendiosa. Isto poderá ser a formação no sentido mais formal do termo;
mas de uma forma simplista, por exemplo, demonstrar como se deve utilizar a
máquina de fotocópias, ou ensinar o novo empregado a registar e distribuir
internamente o correio, já é formação. Efetivamente, uma empresa não pode
funcionar a menos que os seus trabalhadores saibam devidamente o que fazer e
como o fazer. A formação é, pois, absolutamente vital e, no caso da pequena empresa,
não pode deixar de constituir uma preocupação permanente do próprio empresário.
Tanto mais que os trabalhadores precisam de formação não apenas para fazerem
bem o seu trabalho no presente, mas também como forma de valorização futura.
Momentos
em que as necessidades de formação se colocam com mais acuidade.
Conforme
as alturas em que um trabalhador necessita particularmente de formação, há que
ter em consideração os seguintes tipos de formação:
•
Formação ministrada aos novos trabalhadores para os ajudar a conhecerem a empresa,
os seus objetivos, as suas tarefas e as condições de trabalho. Esta formação
deve ser iniciada no primeiro dia de trabalho
•
Formação básica para ensinar os novos trabalhadores a realizarem as suas
tarefas para as quais é necessário um determinado tempo de prática de forma a
atingir os padrões de eficiência pretendidos. Os métodos variam de empresa para
empresa, e podem envolver cursos fora do local de trabalho ou da empresa (por
exemplo, ações ministradas por fornecedores de equipamento ou por empresas
clientes); ou então utilizar trabalhadores experimentados que efetuem a
demonstração da tarefa.
•
Formação «versátil», destinada a habilitar os trabalhadores a desempenharem
várias tarefas ou a operarem com diferentes tipos de equipamento. Os
trabalhadores podem sentir-se mais motivados se, em vez de executarem apenas
uma única tarefa, as puderem diversificar.
• Reciclagens,
destinadas a apresentar novos métodos de trabalho, retificar erros persistentes
ou melhorar a qualidade. Quando o trabalhador já tem experiência de uma tarefa
semelhante, alguns empresários consideram à partida que ele já tem formação
suficiente para a realização da tarefa.
Contudo, um sistema
de formação específica tem, ainda assim, várias vantagens:
ü Poupa
tempo, evitando tempos mortos em resultado do desconhecimento da tarefa,
reduzindo o tempo perdido a repetir instruções ou inclusive a corrigir erros de
operação.
ü Aumenta
a eficiência, aumentando a rapidez de laboração melhorando a qualidade do
trabalho e, consequentemente, diminuindo as rejeições.
ü Reduz
a rotação de pessoal. Sucede com frequência que, nos primeiros meses após a
admissão, uma elevada percentagem de trabalhadores deixa a empresa. Isto
sugere, entre outras coisas, que a empresa terá falhado no capítulo da
formação. É claro que quando o desemprego é elevado, é mais improvável que isso
aconteça. Ainda assim convém sempre estar atento ao problema da rotação de
pessoal, que faz perder tempo e dinheiro. Um bom clima de formação e
valorização profissional ajuda a fazer face a este fenómeno.
ü Aumenta
os lucros. Os empresários que apostam numa formação capaz do seu pessoal obtêm
maior eficiência, menos desperdício de meios, menores custos operacionais,
melhor produtividade e maior apego dos trabalhadores à própria empresa – logo, desenvolvimento
mais acelerado.
Retirado da –revista dirigir - J. M.
Marques Apolinário – Economista, Membro do Conselho Editorial da Dirigir
Gestão dos Recursos Humanos - Quanto ao futuro?
A
Gestão dos Recursos Humanos será cada vez mais um instrumento importante da
estratégia das empresas, salientando-se na sua atuação o desenvolvimento dos talentos
e o fazer emergir uma nova cultura de gestão e liderança. Finalmente as pessoas
serão mesmo o fator distintivo das empresas e vão ser geridas enquanto tal.
Vamos assistir a alguns paradoxos como
o aumento de desemprego, por um lado, e uma enorme quantidade de postos de
trabalho por preencher, ou seja, o mercado de trabalho não está, nem estará,
preparado para os desafios futuros e de âmbito global
Fonte: revista dirigir-
“História e Cultura, Jorge
Marques – Ex-presidente da APG, Administrador de Empresas, Docente
Universitário
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Pessoas, trabalho e funções - Reflexões fundamentais sobrea política de recursos humanos
"Muitos gestores dirão que os seus problemas mais preocupantes
são problemas de pessoal. Efetivamente, cálculos matemáticos podem sugerir se deve
comprar ou alugar determinado tipo de equipamento; modelos de computação
informática podem prever as vendas e controlar os resultados; as máquinas podem
ser conservadas em condições operacionais através de adequadas práticas manutenção.
Mas com as pessoas é diferente.
Elas pensam. Falam. Têm sentimentos. Fazem escolhas. E cada
pessoa reage da sua maneira."
Fonte: J. M. Marques Apolinário −
Economista; Membro do Conselho Editorial da Dirigir
Motivação
A motivação
é o «porquê» do comportamento humano. É o impulso interior que leva as pessoas
a agirem ou reagirem de determinada maneira. Esse impulso é determinado pelas necessidades.
Isto é, as necessidades originam impulsos de vontade, os impulsos determinam comportamentos.
Fonte: revista dirigir
Gerir trabalhadores em vias de envelhecimento
"Preparar-se para gerir trabalhadores em vias de envelhecimento
constitui um dos maiores desafios que a gestão dos recursos humanos nas
organizações tem de enfrentar.
O fenómeno do envelhecimento demográfico atinge todos os países.
O problema coloca-se de forma mais urgente nos países desenvolvidos e na China,
mas atingirá todos os países em vias de desenvolvimento por volta de meados do
presente século. As causas do fenómeno são sobejamente conhecidas: por um lado,
o aumento da esperança média de vida provoca o crescimento das camadas de
população mais velhas e, por outro lado, a diminuição da taxa de natalidade
provoca uma redução do número de jovens. No caso de Portugal, segundo as projeções
do INE, em 2060 a proporção de jovens (menos de 15 anos) reduzir-se-á dos atuais
15% para 11,9% da população, enquanto a proporção das pessoas com mais de 65
anos passará de 17,4% para 32,3% da população total. Estas tendências são
praticamente irreversíveis e os fluxos migratórios são somente uma solução de curto prazo
que não altera, de forma substancial, este processo."
Gestão de Recursos Humanos:um novo desafio para as empresas
"A Gestão de Recursos Humanos tem atualmente um papel
decisivo numa empresa que pretenda ter sucesso. A estratégia de fortalecimento
dos laços da cultura empresarial, a aposta na inovação e aprendizagem contínua,
a forma de organização do trabalho interno, a capacidade de atrair quadros de elevada
competência ou o apoio aos colaboradores no momento da reforma são vertentes fundamentais
na GRH de uma empresa moderna, que se projetam para o exterior e contribuem
para o fortalecimento da sua imagem no mercado."
Fonte:Carlos Barbosa de Oliveira – Jornalista
Fonte:Carlos Barbosa de Oliveira – Jornalista
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Governo aumenta idade da reforma
Ministros discutem hoje pacote de medidas que tem de ser apresentado à ‘troika’ até 13 de Maio
A idade legal da reforma vai passar a ser a que resultar da aplicação do factor de sustentabilidade e não os actuais 65 anos. Esta é uma das medidas que constará do plano de reforma do Estado com o qual o Governo assume o compromisso de cortar 4,7 mil milhões de euros entre 2014 e 2016.
No conselho de ministros extraordinário de terça-feira, o Governo aprovou o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) 2013-2017 e, já ao final da tarde, no Parlamento, o ministro Vítor Gaspar deixou saber alguns números, confirmados depois no plano que foi entregue aos deputados, mas sem a revelação de uma única medida. Hoje, em mais um Conselho de Ministros, o Governo deverá aprovar o conjunto de decisões que permitirão reduzir o défice para 5,5% do PIB este ano, 4% em 2014 e 2,5% no ano seguinte.
Agora, já é possível perceber que a reforma do Estado foi adiada para o próximo ano, e o esforço de corte de despesa será de 2,8 mil milhões de euros. Em 2015, ano de eleições, estão previstas medidas de corte de 700 milhões de euros e 1,2 mil milhões em 2016.
As medidas de corte de despesa, que, como é público, estão a gerar conflitos entre os próprios ministros que ultrapassam a divisão PSD/CDS, vão afectar todas os ministérios, mas o Diário Económico sabe que só as relativas à Segurança Social, incluindo aqui a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e os funcionários públicos valem mais de mil milhões de euros do total de 4,7 mil milhões de cortes. E uma delas - a da revisão da idade legal de reforma - poderá valer mais de 300 milhões líquidos para as contas públicas.
Fonte: Diário Económico (02/05/2013)
Inquérito sobre Emprego, Qualificação e Formação Profissional
A ANERH – Associação Nacional das Empresas de Recursos Humanos promoveu um Inquérito sobre Emprego, Qualificação e Formação Profissional coordenado e realizado pela empresa associada RHMais.
A informação foi recolhida junto de agregados familiares, desempregados, universitários e utilizadores de transportes públicos.
A importância deste estudo, no momento atual, é inegável e aborda um conjunto de áreas fundamentais e críticas para a competitividade do País e em consonância com as preocupações que atravessam toda a sociedade.
Estímulos à contratação não chegam para travar desemprego
Taxa de desemprego em Portugal é mais do dobro da média da OCDE. Economistas e empresários frisam que falta procura
A taxa de desemprego em Portugal é mais do dobro da média da OCDE. Os números foram revelados ontem e mostram como os estímulos ao emprego não estão a surtir o efeito desejado. Os economistas e empresários contactados pelo Diário Económico explicam que o problema vai muito além dos custos de contratação. Falta procura para as empresas nacionais, garantem.
Os países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico apresentaram uma taxa de desemprego média de 8,1% em Janeiro - um valor que fica em menos de metade dos 17,6% registados em Portugal, que já tinham sido anunciados pelo Eurostat no início deste mês. A OCDE acrescenta agora que este valor corresponde a 942 mil pessoas à procura de trabalho - um número que só conta com quem garante que fez diligências para encontrar emprego e não tem ocupação. Com uma taxa de desemprego mais elevada do que a portuguesa, estão só mesmo Espanha (26,2%) e a Grécia (27%, um número que é ainda de Novembro).
Fonte: Diário Económico
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